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Negócios

Glossário do Empreendedor: o que é Internet das Coisas

Diário do Comércio

Tecnologia que possibilita conectar produtos -de carros a geladeiras-, à web, para coletar e transmitir dados. Aplicada à indústria e varejo, contribui para aumentar a eficiência dos negócios

Eleita pela PwC uma das inovações tecnológicas que vai causar transformações nas empresas, a Internet das Coisas, também conhecido como IoT (ou Internet Of Things, em inglês), é uma tecnologia baseada em produtos, como máquinas e veículos, dotados de sensores e softwares e com conexão a internet.

A IoT permite coletar, armazenar e cruzar dados que são gerados automaticamente pelos equipamentos e disponibilizados na nuvem, que podem ser monitorados e controlados por aplicativos móveis. 

É exemplo de equipamento baseado em IoT um refrigerador fabricado pela Whirlpool, que exibe sua temperatura interna num aplicativo de smartphone.

Quando o equipamento aquece, o consumidor recebe um sinal no app – um aviso para quem esquece a porta da geladeira aberta, por exemplo. 

Um mercado que está na vanguarda do uso de IoT é o automobilístico. De acordo com um relatório divulgado pela BI Inteligence, unidade de pesquisa da Business Insider, até 2020, 75% dos carros lançados mundialmente terão conexão com a internet para armazenar e transmitir dados.

Esses veículos proporcionarão maior comodidade ao condutor, como integração com assistentes virtuais, como o Cortana da Microsoft, que permite criar as melhores rotas, executar listas de músicas predefinidas, realizar ligações por comando de voz e acessar agenda de compromissos.

Sensores instalados nos veículos também vão detectar previamente problemas nas peças, antecipando a manutenção, evitando acidentes e enviando dados para as fabricantes, que poderão aprimorar os carros.

APLICAÇÃO NO VAREJO

Um recente estudo da Zebra Technologies, multinacional que desenvolve tecnologias para diferentes indústrias, apontou que, até 2021, 70% dos varejistas vão investir em tecnologias de loT para melhorar a experiência do consumidor, principalmente em personalização de atendimento.

LOJA REBECCA MINKOFF: ESPELHO NO PROVADOR IDENTIFICA
PRODUTOS E CAPTA DADOS DE CONSUMO

Entre as tecnologias mais comuns à disposição dos varejistas está a RFID (identificação por rádio-frequencia), uma etiqueta dotada de sensor para rastrear produtos, controlar estoques em tempo real, realizar pagamentos por smartphone e verificar a autenticidade dos itens.

Todos os dados de movimentação e utilização dos produtos ficam disponíveis numa plataforma na internet.  

Em 2015, num projeto piloto, a Óticas Carol passou a utilizar a tecnologia em nove lojas da rede para verificar o inventário semanalmente – quando utilizava o sistema de códigos de barras, a verificação era mensal.

O maior controle dos estoques reduziu perdas em 20% – o ganho se deu principalmente com economia com mão de obra para fazer contagem de itens, furtos e vendas perdidas por causa da demora em reposição.

Em 2016, a varejista de moda Rebecca Minkoff, conhecida por suas bolsas de luxo, desenvolveu um sistema que integra etiquetas RFID com telhas inteligentes em sua loja de Nova York.

Nos provadores da unidade, há espelhos interativos que reconhecem os produtos que o consumidor está experimentando.

O sistema recomenda maneiras de usar o traje e indica itens complementares. Por meio de toques na tela, o cliente escolhe as peças, que são entregues pelos vendedores.

O sistema fornece diferentes dados sobre o comportamento do consumidor. É possível saber exatamente quais e quantos produtos foram levados ao provador – e quais desses foram comprados e combinados com outras peças.

Houve um caso em que o sistema apontou que uma peça recém-lançada foi experimentada 60 vezes ao longo de uma semana, mas comprada somente uma vez. A informação fez que com a marca cancelasse junto à fabricante 20 novos pedidos devido à rejeição do público.

ORIGEM

KEVIN ASHTON, CRIADOR DO TERMO: PREVIU UM MUNDO
DE OBJETOS CONECTADOS

O termo foi cunhado por Kevin Ashton, pesquisador britânico do Massachusetts Institute of Technology (MIT), e foi usado pela primeira vez durante uma apresentação para executivos da Procter & Gamble, em 1999.

Na ocasião, Ashton comentava sobre a ideia de etiquetar eletronicamente os produtos da empresa para facilitar a cadeia logística.

“Os objetos – as ‘coisas’ – estarão conectados entre si e em rede, de modo inteligente, e passarão a ‘sentir’ o mundo ao redor e a interagir”, disse Ashton em uma entrevista.

 

A expressão criada por Ashton foi uma premonição da possibilidade de um mundo em que objetos conectados pudessem armazenar e analisar informações (big data) e realizar tarefas sem a interferência humana.