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Novos negócios surgem dentro de contêineres e fazem sucesso

Eles são mais baratos e mais versáteis e podem ser adaptados para cada tipo de empresa.

Reportagem exibida originalmente em 29/07/2018.

Sair da caixa é uma expressão usada para mostrar que um negócio precisa se reinventar, inovar, sair da forma tradicional. Mas tem muito empresário fazendo o contrário: montando negócios dentro de uma caixa e inovando, de uma forma bem criativa.

O contêiner tem uma vida útil de 10 a 20 anos, dependendo da carga que transporta. Depois disso, pode ser totalmente adequado para outros usos, como por exemplo, na construção civil. Uma solução sustentável e de baixo custo, que vem fazendo a cabeça de muitos empresários.

Em uma avenida em São Paulo, que ostenta prédios modernos, surge um complexo montado como um jogo de armar, um grande shopping de contêineres. Renato Paiva é um dos sócios e administradores do espaço, que funciona no sistema pop up, ou seja, com serviço temporário. “A construção é mais rápida, sustentável, o custo benefício é muito melhor. Então, realmente, a solução do contêiner hoje em termos de construção civil se torna muito viável por todos esses detalhes”, explica o empresário.

Gabriel Gaiarsa é dono de três hamburguerias montadas do jeito tradicional, com tijolo e cimento. Agora, vai abrir uma unidade no shopping de contêiner: “Eu diria que aqui eu gasto 1/10 do valor de abrir uma loja de rua, exatamente por eu não ter que fazer toda a obra civil. Não tenho que me preocupar com instalação elétrica, hidráulica, tudo o mais, isso já tá tudo pronto”.

O shopping foi montado em um terreno alugado de 750 metros quadrados. São 36 contêineres, oito já foram ocupados por restaurantes. A ideia é ir abrindo aos poucos, o chamado soft opening, uma forma de testar a operação e dar espaço para serviços que a clientela procura.

O dono do contêiner paga IPTU como qualquer comércio. Existem cidades em que esse tipo de construção recebe descontos no imposto, por ela ser sustentável. Renato calcula que o investimento total, incluindo estrutura, marketing e lançamento, bateu a casa dos R$ 5 milhões. A expectativa é que o local, quando totalmente ocupado, movimente R$ 7 milhões por mês.

Diferente dos shoppings, o faturamento de Renato e do sócio não vem do aluguel dos espaços. “A grande maioria dos negócios que a gente traz aqui é percentual. A gente é participante da operação, nós temos um percentual do faturamento dele”, explica.

Pit stop para ciclistas

Também em São Paulo, um outro empreendimento foi feito em um container, só que com investimento bem menor. É a prova de que dá para apostar nessa tendência mesmo com pouco dinheiro. Os irmãos Rodrigo e Renato Mesquita montaram um pit stop para ciclistas dentro de três contêineres. O investimento total foi de R$ 15 mil.

“Percebi ao conversar com ciclistas que teria que fazer algo com custo baixo. Qualidade, porém, com custo baixo. E daí surgiu a ideia do container. Quando você compara com obras de alvenaria é muito mais barato e exige baixo investimento”, conta Rodrigo.

Os contêineres são alugados e ficam dentro de um estacionamento, ao lado de uma ciclovia. Os empresários pagam uma taxa de aluguel. Para abrir a porta dos contêineres, o cliente tem que baixar o app da chave digital para poder usar o espaço.

Em nove meses de funcionamento, 100 pessoas já se cadastraram no app. Com o serviço, Felipe, que trabalha perto do local, resolveu aposentar o carro e usar a bike. Ele paga o pacote completo, para usar armário, bicicletário e o banho, por R$ 250 por mês. Mas tem também preço para usuário avulso.

Os irmãos não revelam o faturamento. O serviço tem seguro e câmeras externas para proteger os clientes. Para o futuro, a ideia é atrair investidores e montar rede não só em São Paulo, mas em outras cidades.

Oportunidades

Uma empresa perto do porto de Santos, na cidade de São Vicente, litoral de São Paulo, se especializou em fornecer o contêiner para empresários.

Ernandes Crispim dos Santos criou a empresa em 1998 para fornecer contêiner para canteiro de obras. Em 2000, ampliou o negócio. Hoje, ele atende também pessoas que querem montar casas, escritórios, lojas, bares.

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6ª edição da Caminhada pelo Dia Internacional da Mulher

Prepare-se para a 6ª edição da Caminhada pelo Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de março, acontece a 6ª edição da Caminhada pelo Dia Internacional da Mulher, evento organizado e promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Caraguatatuba. Além de comemorar a data, a ação tem por objetivo a arrecadação de fraldas geriátricas que são doadas para instituições parceiras.

A concentração acontece na Praça da Cultura, no Centro, às 19h, de onde segue sentido Indaiá, até o Quiosque 32 e retornando a Praça da Cultura. As inscrições podem ser feitas nos dias 7 e 8 de março, no Caraguá Praia Shopping, das 9h às 18h onde serão recebidas as doações de fraldas nos tamanhos G e GG. O número de inscrições promocionais (com entrega de camiseta) é limitado.

A cada ano a Associação Comercial tem buscado trabalhar para envolver mais pessoas, empresas e o poder público em todas as ações. O presidente da Associação Comercial, Sávio Luiz, está otimista e acredita que o sucesso só é possível por conta do engajamento de todos. “Não tenho dúvida do quanto os empresários de Caraguá são solidários e abraçam causas nobres como essa. Por isso nossa meta vem sendo alcançada gradativamente também nesse evento que é uma homenagem à mulher, confraternização e incentivo à prática da atividade física”, garante o presidente.

Balanço e Projetos para 2019

Em 2018 a Associação Comercial e Empresarial de Caraguatatuba fortaleceu ações como a Caminhada da Mulher, retomou importantes projetos como o Baile do Comércio e a Revista InterfAce e lançou a TV ACE no Youtube. Além disso, fortaleceu o comércio com campanhas publicitárias em datas comemorativas, ampliou seu atendimento ao comerciante e fez importantes parcerias com o SEBRAE e Prefeitura, oferecendo diversos cursos durante todo o ano.

De acordo com o presidente, Sávio Luiz, o objetivo para este ano é solidificar as ações e gerar mais crescimento ao comércio local. “Neste primeiro semestre vamos trabalhar para implementar os projetos que retomamos no ano passado, além das datas comemorativas que são importantes para o comércio. Viemos de uma temporada muito boa e agora é seguir nesse ritmo”, comentou.

Mais informações: (12) 3897-8822

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Aprovado uso de painel eletrônico em lojas

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, aprovou nesta terça-feira (11/09), uma regulação para a instalação de painéis eletrônicos dentro de lojas de São Paulo.

Pouco comuns durante a criação da Lei Cidade Limpa, em 2006, os painéis de LED internos, dispostos detrás de vidros, se popularizam especialmente no centro expandido da cidade.

A norma determina que os painéis tenham até 1,5 metro quadrado quando dispostos entre um e dois metros de distância da calçada (distância inferior é proibida), quando voltados para a rua.

O tamanho poderá aumentar em um metro quadrado a cada metro de distância somado. O anúncio não pode ter luz que cause “desconforto visual”.

O texto ainda ressalta que os dispositivos podem fazer publicidade apenas sobre bens, marcas e serviços relativos às atividade do estabelecimento, isto é, uma loja de roupas não pode ter um anúncio de cerveja.

A resolução passará a ter validade assim que for publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo. Infrações à norma estão passíveis de multa de R$ 10 mil.

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